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Aspirina para mulheres

A aspirina pode reduzir significativamente o risco de derrames em mulheres. Estudo feito nos Estados Unidos, com dados de mais de 95 mil pacientes, mostrou que o uso do medicamento representou uma redução em 17% no risco de acidente vascular cerebral (AVC).

Os resultados da pesquisa foram apresentados na semana passada por Jeffrey Berger, do Centro Médico da Universidade de Duke, durante a reunião anual da American Heart Association, em Dallas.

A redução do risco de AVC não foi verificada entre homens. Segundo os pesquisadores, os resultados devem levar a estudos que avaliem as diferenças entre os gêneros em relação a doenças vasculares cerebrais e os medicamentos usados para preveni-las.

Os autores enfatizaram a indicação de que aqueles que podem tomar aspirina o façam, não apenas mulheres, mas também homens, uma vez que estudos anteriores apontaram nestes últimos a redução de risco de infarto pelo uso do remédio.

Os pesquisadores compararam dados de seis levantamentos, que abrangeram um total de 95.456 pacientes, dos quais 51.342 mulheres. Todas as análises envolveram a comparação do uso de aspirina com o do placebo na prevenção de problemas cardiovasculares.

Durante um derrame, as células cerebrais são danificadas ou mortas e os efeitos no paciente dependem do tamanho do dano e da parte do cérebro afetada. Há dois tipos de AVC. O mais comum é o isquêmico, que representa cerca de 80% dos casos e no qual as artérias que levam sangue ao cérebro são obstruídas por placas de gordura ou por um coágulo. O derrame hemorrágico, em que ocorre o rompimento de vasos sangüíneos no cérebro, é o que traz conseqüências mais sérias.

Ao considerarem apenas os derrames isquêmicos, os médicos da Universidade de Duke descobriram que o uso da aspirina reduziu ainda mais o risco entre mulheres: 24%, comparado com os 17% para a soma dos dois tipos de acidentes vasculares.

“As causas ou mecanismos por trás das diferenças entre os gêneros em relação à capacidade da aspirina em prevenir derrames são desconhecidos e precisam ser mais bem investigados”, disse Berger, em comunicado da universidade norte-americana. “Mas a principal questão levantada por nosso estudo é que deve haver diferenças biológicas na forma como os gêneros respondem a determinados medicamentos.”

De acordo com a American Stroke Association, perto de 700 mil pessoas sofrem AVC anualmente nos Estados Unidos, com cerca de 163 mil mortes. Do total de casos, 60% ocorrem em mulheres. 
Fonte: Agencia Fapesp, 22/11/2005.






 

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