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A velocidade com a qual a freqüência cardíaca eleva-se e volta ao normal
durante exercícios físicos e a freqüência cardíaca em repouso podem indicar
o risco de morte súbita por ataque cardíaco. Foi isso o que descobriu um
estudo em larga escala de longo prazo na França, publicado no New England Journal of Medicine,
que acompanhou 5.713 homens de meia-idade por 23 anos.
Os
homens que tiveram sua freqüência cardíaca elevada em menos de 89 batimentos
por minuto durante o teste de esforço tiveram o risco seis vezes maior de morte
súbita durante os 20 anos seguintes. Os que depois do teste de esforço tiveram
queda na freqüência cardíaca de menos 25 batimentos tiveram o risco mais de
duas vezes superior de morte súbita. Os homens de meia-idade estudados com a freqüência
cardíaca em repouso maior que 75 batimentos/minuto também apresentaram maior
risco de morte súbita.
Outros
estudos já indicaram relação de como o coração reage a exercícios físicos
e o risco de morte por problema cardíaco. O que destaca esse novo estudo sobre
os outros foi o longo prazo de acompanhamento de 23 anos e o foco na morte
súbita.
Com
as informações obtidas por esses estudos um simples teste de esforço torna-se
uma ferramenta mais poderosa para estabelecer o risco de morte por problema
cardíaco e desenvolver ações preventivas. Segundo Dr. Michael S. Lauer, cardiologista
da Cleveland Clinic Foundation que fez várias pesquisas sobre esse tema,
haveria duas formas principais de diminuir o risco de morte por problemas
cardíacos: a realização de exercícios físicos regulares ou a utilização
de terapias com drogas para corrigir problemas na freqüência cardíaca.
Fonte: New England Journal of Medicine, 11/05/2005.
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