Escala de borg na musculação é mais prático e eficiente

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Sempre que um aluno novo chega numa academia, entre os procedimentos de segurança de avaliação física está a preocupação em determinar a carga x repetição a ser utilizada em cada exercício. Para isso é preciso de alguma forma determinar a força máxima de cada grupo muscular e daí prescrever o percentual de carga a ser utilizado de acordo com o objetivo do aluno.

O profissional de Educação Física pode recorrer a métodos baseados em equações cujos resultados podem prever a força máxima sem a necessidade de o aluno fazer tanto esforço como no consagrado teste de uma Repetição Máxima (1RM). Tem ainda a Escala de Esforço Subjetiva (Escala de Borg) adaptada para a musculação que é outro método ganhando cada vez mais adeptos pela praticidade do dia a dia. Todos têm as suas vantagens e desvantagens e principalmente margem de erro. 

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O Mais conhecido, o teste de 1RM, nunca irá ficar ultrapassado porque, sempre haverão defesas contra e a favor exatamente porque quando se trata de corpo humano a teoria e a prática nem sempre caminham juntas.

Quem é a favor, de um modo geral, advoga ser o melhor preditor de percentual de carga na musculação. Se isso não se aplicasse ao treinamento, já teria sido abolido há muito tempo. De qualquer forma sem um teste periódico de carga, como vamos saber se o aluno está ou não evoluindo?

Quem advoga contra, em primeiro lugar, alega ser o teste muito perigoso e que além da possibilidade de lesão pode não revelar o resultado real de força porque dificilmente alguém consegue recrutar todas as unidades motoras numa única repetição. Além disso, quando se faz um teste de 1RM estamos testando habilidades motoras diferentes do que o avaliado irá treinar no seu dia a dia. O álibi contra essa posição vem nos fatos e dados: os relatos não comprovam número de contusões oriundas de teste de 1RM se forem adotados os procedimentos de aquecimento e preparo adequado da musculatura para o teste e isso inclui um tempo de aprendizado, tempo esse não muito prático no dia a dia de uma academia. De qualquer forma, por questões de segurança os sedentários, as crianças, os idosos, os hipertensos e/ou cardiopatas são excluídos desse teste. 

Ainda no posicionamento contra o teste, há quem diga que um atleta de elite só vai conseguir gerar toda a sua força em situações extremas de perigo, medo, raiva ou ainda numa competição onde existe toda uma esfera psicológica favorável a isso. Então, o teste de 1 RM fora dessas situações, não avalia a força real, porque realizar em alunos que não visam competição e/ou performances atléticas? A título de curiosidade. O ser humano só consegue gerar força máxima em situações extremas de perigo de vida.

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Na prática, a maioria dos profissionais prescreve o treinamento de modo empírico e não está errado se os objetivos do cliente são alcançados. Está leve? Aumenta a carga. Continua leve? Aumenta mais um pouquinho e assim vai. Está pesado? Diminui. Isso tem a ver com a Escala de Borg que leva em consideração o grau de esforço subjetivo percebido pelo próprio indivíduo associando uma nota simplificada de 0 a 10 onde 5 representa 50% do esforço máximo. Se o ideal for trabalhar entre 70 e 80% da Máxima fica muito fácil para o aluno atribuir uma nota para o esforço entre 7 e 8. Existem trabalhos comparando Escala de Borg com o teste de 1 RM e os resultados estatísticos foram desprezíveis para ambos os sexos. Ou seja, os testados na Escala de Borg souberam avaliar bem a força que estavam fazendo. Ora! Nos procedimentos do teste de 1 RM na fase de aquecimento estima-se empiricamente 50 e 70% da Força Máxima e realiza-se 5 repetições para depois de 5 minutos de descanso finalmente realizar o teste.

Precisamos de coisas mais simples e práticas na Educação Física e nas academias. Algumas até mantêm expostas nas salas a escala de Borg com caricaturas muito bem elaboradas representando diferentes graus de esforço. O indivíduo que “malha” pesado, de modo inconsciente, já faz essas “caras e bocas” da Escala de Borg caricaturada e até faz parte da cultura desse público que pega pesado.

O teste de 1RM vai continuar existindo porque num trabalho acadêmico, sem ele, o resultado não tem validade. Medir e avaliar é preciso, mesmo de modo empírico que é oportuno, prático e dá certo para a realidade das academias.

 

Cartas para essa coluna:
Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 3529 - E-mail: lcmoraes@compuland.com.br

Para Refletir: Não culpe e não cobre do governo se você não dá bons exemplos de cidadania cumprindo com os seus deveres dento de casa. Moraes 2009.
Sobre a Ética: De uns tempos para cá se enraizou na sociedade a idéia de “levar vantagem em tudo”. Se observarmos bem, quem pensa assim não chega e lugar nenhum. Moraes 2009.

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