O ser humano foi feito para correr naturalmente e com prazer

Corredor - CDC

Engatinhar, andar, saltar, arremessar e correr são os movimentos mais naturais do ser humano. Ou seja, não precisa aprendizado porque todo mundo mais cedo ou mais tarde vai fazer isso. Outras atividades como por exemplo a natação precisa ser ensinada porque o ser humano não nasce sabendo dominar a flutuação como o cão e outros animais.

A partir do momento em que andar muito rápido se torna um incômodo passa-se à corrida que é a uma velocidade de mais ou menos 8 km/h para os adultos jovens. Daí em diante as velocidades de corrida variam de acordo com o objetivo e a necessidade de fazer um exercício ou de sobrevivência ao atravessar uma rua de modo apressado.

A título de exercício podemos correr para emagrecer, melhorar o condicionamento físico geral ou fazer treinamento específico para competir em várias modalidades desde as mais curtas como 100 e 200 metros até as mais longas maratonas e ultra maratonas.

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Qualquer que seja o objetivo o mais importante é correr com o máximo prazer desfrutando de todos os benefícios que a corrida proporciona em termos de saúde.

Qualquer pessoa começando a dar as suas primeiras corridinhas completando seus primeiros quilômetros na rua ou mesmo numa esteira sente um enorme prazer misturado com euforia fruto das endorfinas liberadas durante a corrida.

É comum entre os iniciantes que tenham completado seus primeiros quilômetros de forma lenta, gradual e progressiva querer melhorar suas performances com perguntas do tipo: Devo correr sozinho ou acompanhado? Onde? Por quanto tempo? Quantas vezes por semana?

Por quanto tempo?

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Primeiramente cada indivíduo deve pensar no objetivo. Se já correu os seus primeiros quilômetros ou 30 minutos na esteira sem parar não é mais sedentário e pode ir muito mais longe desde que continue fazendo com orientação profissional e esse crescimento seja gradual. Uma contusão nesse momento coloca tudo a perder resultando numa desistência definitiva. 

É preciso pensar uma coisa de cada vez. Por exemplo. Uma corrida de 5 km que vá acontecer daqui a um mês é perfeitamente possível para quem já corre 30 minutos na esteira, muito comum nas academias. Basta começar a correr os mesmos 30 minutos na rua, uma vez por semana, na mesma velocidade e medir de carro quantos quilômetros percorreu. Possivelmente foi mais de 4 quilômetros. Depois é só continuar o mesmo treinamento na esteira durante a semana e a cada fim de semana aumentar o tempo em mais quatro ou cinco minutos ou a quilometragem em mais ou menos 300 metros. A ordem é. Devagar e sempre, com prazer e sem dor muscular.

Quantas vezes por semana?

Quantas vezes por semana é outra questão importante. A maioria das pessoas tem compromissos de estudo, trabalho, família entre outras obrigações. Como estamos falando de prazer e saúde, três a quatro vezes por semana é bastante satisfatório, dá resultado e não vira paranóia. Pode-se ainda aproveitar os treinamentos na esteira para melhorar a postura, o gesto esportivo e a passada adequada ao perfil.

Não é preciso correr mais do que 30 minutos na esteira, primeiro porque a maioria das academias limita o uso nesse tempo por questões técnicas administrativas. Em segundo lugar para muita gente mais do que isso na esteira pode se tornar enfadonho e o objetivo não é fazer da corrida uma coisa chata. Algumas academias têm uma aula na esteira conduzida por professor similar à filosofia do spinning com variação constante da velocidade e a inclinação simulando uma competição. Essa oportunidade não deve ser perdida.

Não podemos esquecer que cada treino não é só o exercício que estamos fazendo. É preciso verificar se o vestuário e tudo que envolve a atividade são adequados.

Enfim, correr é um dos movimentos mais naturais do ser humano que segundo a ciência foi, por assim dizer, projetado para correr tendo ao longo dos anos desenvolvido tendões e ligamentos elásticos, crânio capaz de prevenir superaquecimento, glúteos maiores, antebraços mais curtos e pernas mais longas para estabilizar o movimento rápido evoluído a partir do Australopithecus que corria para caçar e/ou fugir dos predadores, pois não subiam em árvores como os macacos. Se não usarmos essa habilidade no futuro teremos novo tipo de ser humano. O Homo sedentarius andando em cadeira de rodas por ser obeso, com ossos fracos, musculatura flácida e muito inteligente. Pra quê?

Para Refletir: Se quisermos um mundo melhor e mais florido amanhã temos que pensar nas sementes do presente e não precisa muito. Basta cada um fazer a sua parte. Moraes 2009.

Sobre a Ética: Retire a batata podre do saco antes que ela apodreça as outras. Afaste-se do mal profissional antes que ele te contamine. Moraes 2009.

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