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Diabetes - O que é, tipos, diagnóstico e tratamento

Teste de glicose - NIDDK Image Gallery

O que é diabetes

A diabetes é uma desordem no metabolismo - a forma pela qual o corpo usa a comida ingerida para energia e crescimento. 

A maioria da comida que as pessoas ingerem é quebrada em glicose, a forma de açúcar no sangue. Glicose é a principal fonte de energia para o corpo. Depois da digestão, a glicose passa para a corrente sanguínea, onde é usada por células para crescimento e energia.

 Para a glicose entrar nas células é preciso que insulina esteja presente. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, uma glândula atrás do estômago.

Quando as pessoas comem, o pâncreas automaticamente produz a quantidade certa de insulina para mover a glicose do sangue para as células. 

Porém, em pessoas com diabetes, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, ou então as células não respondem apropriadamente à insulina produzida. Desta forma, glicose se acumula no sangue e é eliminada pela urina. Assim, o corpo perde a sua principal fonte de combustível mesmo que o sangue contenha grandes quantidades de glicose. 

Tipos de diabetes

Os três principais tipos de diabetes são:
* Diabetes tipo 1.
* Diabetes tipo 2.
* Diabetes gestacional.

Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, a qual ocorre quando o sistema imunológico do organismo - que luta contra infecções - vira-se contra uma parte do corpo. 

Na diabetes tipo 1 o sistema imunológico ataca e destrói as células beta no pâncreas que produzem insulina. Desta forma, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Uma pessoa com diabetes tipo 1 precisa tomar insulina diariamente para viver. Os sintomas da diabetes tipo 1 geralmente desenvolvem-se em um período curto de tempo, embora a destruição das células beta possa começar anos antes. Sintomas da diabetes tipo 1 podem incluir sede, urinar freqüentemente, fome constante, perda de peso, visão turva, e fadiga extrema.

Diabetes tipo 2

A forma mais comum de diabetes é a tipo 2. Em torno de 90 a 95% das pessoas com diabetes tem a tipo 2. Essa forma de diabetes é mais freqüentemente associada com envelhecimento, obesidade, histórico familiar, histórico de diabetes gestacional prévia, e sedentarismo. Em torno de 80% das pessoas com diabetes tipo 2 está acima do peso. 

Quando a diabetes tipo 2 é diagnosticada, o pâncreas geralmente está produzindo insulina suficiente, mas por razões desconhecidas o corpo não pode usar a insulina eficientemente, uma condição médica chamada resistência à insulina. Depois de muitos anos a produção de insulina diminui. O resultado é o mesmo da diabetes tipo 1 - glicose se acumula no sangue e o corpo não consegue fazer uso eficiente da sua principal fonte de combustível.

Os sintomas da diabetes tipo 2 se desenvolvem gradualmente e podem incluir fadiga, urinar freqüentemente, sede, fome constante, perda de peso, visão turva, e cicatrização lenta de feridas. Algumas pessoas não apresentam sintomas.

Diabetes gestacional

Algumas pessoas desenvolvem diabetes gestacional no final da gravidez. Embora essa forma de diabetes geralmente desapareça depois do parto, mulheres que tiveram diabetes gestacional têm 40 a 60% de chances de desenvolver diabetes tipo 2 dentro de 5 a 10 anos. Manter um peso corporal razoável e ser fisicamente ativa pode ajudar a prevenir o desenvolvimento da diabetes tipo 2. A diabetes gestacional é causada pelos hormônios da gravidez ou insuficiência de insulina. Mulheres com diabetes gestacional podem não apresentar nenhum sintoma.

Diagnóstico da diabetes

O teste sanguíneo de glicemia em jejum é o preferido para diagnosticar diabetes em crianças e adultos que não sejam mulheres grávidas. O teste é mais preciso quando feito pela manhã. Porém, o diagnóstico para diabetes pode ser feito por qualquer um dos testes seguintes, confirmados por novo teste em dia diferente:
* Nível de glicose no sangue de 126 mg/dL ou maior depois de 8 horas de jejum.
* Nível de glicose no sangue de 200 mg/dL ou maior 2 horas depois de beber líquido contendo 75 gramas de glicose dissolvida em água. Esse é chamado teste oral de tolerância à glicose.
* Nível de glicose no sangue de 200 mg/dL ou maior feito em qualquer hora do dia, em conjunto com presença de sintomas de diabetes.

Para mulheres grávidas, uma vez que os níveis de glicose são normalmente menores durante a gravidez, o padrões de referência também são menores: 95 mg/dL em jejum, 180 mg/dL um hora após ingerir líquido contendo 75 gramas de glicose dissolvida em água, 155 mg/dL duas horas depois e 140 mg/dL três horas depois.

Pré-diabetes

Pessoas com pré-diabetes têm níveis de glicose maiores que o normal, porém não tanto para serem diagnosticas com diabetes. Essa condição médica eleva o risco de desenvolver diabetes tipo 2, doença cardíaca e derrame. A boa notícia é que pessoas com pré-diabetes podem fazer muito para prevenir ou retardar o aparecimento de diabetes. Estudo têm mostrado claramente que pessoas podem diminuir o risco de desenvolver diabetes ao perder de e 5 a 7% do peso corporal através de dieta e atividade física.

Tratamento e controle da diabetes

Hoje em dia as terapias básicas para tratamento e controle da diabetes são alimentação saudável, atividade física e tomar insulina. A quantidade de insulina deve ser equilibrada com a ingestão de alimentos e atividades diárias. Os níveis de glicose devem se monitorados de perto através de freqüentes testes da glicose no sangue.

Alimentação saudável, atividade física e testes de glicose no sangue são os instrumentos básicos de controle para diabetes tipo 2. Adicionalmente, muitas pessoas com diabetes tipo 2 precisam de um ou mais medicamentos para a doença.

Adultos com diabetes têm maior risco para doenças cardiovasculares. Desta forma, controlar a diabetes é mais do que manter os níveis de glicose sob controle, também é importante controlar a pressão sanguínea e níveis de colesterol. O objetivo do tratamento para diabetes é manter os níveis de glicose no sangue, pressão sanguínea e colesterol o mais perto possível do normal. 

Saiba mais:
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Créditos:
Tradução: copyright © 2009 por Helio Augusto Ferreira Fontes
Texto: National Diabetes Information Clearinghouse