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Uma dieta sem carboidratos, também conhecida como cetônica, é um regime
alimentar para perda de peso que defende a restrição do consumo de
carboidratos baseado em pesquisas que relacionam a ingestão de carboidratos com
a elevação no nível e insulina no sangue, que por sua vez estaria relacionada
à obesidade.
Nos
mais variados programas de dieta cetônica, alimentos contendo carboidratos
(como açúcares, grãos e amido) são limitados ou substituídos por outros
contendo mais proteína e gordura.
Programas como o de Atkins e dieta de South
Beach dizem funcionar por reduzir os níveis de insulina, o que faria o corpo
queimar mais gordura como energia.
Embora exista forte evidência que sugira que a dieta de pouco carboidrato, ou
cetônica, ajude a emagrecer, ela é polêmica entre nutricionistas e sua
segurança tem sido questionada.
Diferenças
nas dietas de pouco carboidrato
As
dietas de pouco carboidrato diferem na quantidade do consumo de carboidratos
recomendado, e nos métodos usados para determinar que fontes de carboidratos
devem sem ingeridas e quais a serem evitadas. Ainda que toda dieta cetônica
concorde que o açúcar processado deva ser eliminado, ou pelo menos tenha seu
consumo reduzido drasticamente, geralmente há divergência nos níveis
recomendados de grãos, frutas e vegetais, embora de um modo geral concorde-se
que vegetais são melhores que frutas e essas melhores que grãos.
Argumentos
a favor da dieta cetônica
Os
defensores da dieta cetônica apontam estudos científicos que demonstram sua
eficácia e segurança. Vários estudos clínicos independentes têm mostrado
que dieta de pouco carboidrato pode ser usada com sucesso para emagrecer. Eles
mostraram que, a curto prazo, fatores de risco para doenças cardíacas e
diabetes tendem a melhorar apesar da elevação do consumo de gordura saturada e
colesterol. Porém, esses estudos foram de curta duração e não avaliaram os
efeitos a longo prazo da dieta.
Argumentos
contra a dieta cetônica
Os críticos das dietas com pouco carboidrato dizem que ela não é livre de
efeitos colaterais prejudiciais. O consumo limitado de carboidratos pode levar a
um estado metabólico chamado cetose, o qual pode causar dor de cabeça,
fraqueza, desidratação, tontura e odor diferente na transpiração. A
ingestão reduzida de fibras alimentares, que geralmente acompanha a dieta
cetônica, pode resultar em constipação.
A substituição das calorias dos carboidratos pelas da carne pode resultar em
alto consumo de gordura saturada e colesterol, os quais acredita-se elevar os
risco de doença cardíaca. Há ainda hipóteses, não comprovadas por estudos
científicos, que os rins poderiam ficar sobrecarregados e que a mudança na
acidez do sangue poderia causar perda óssea.
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