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Disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual masculina, é a
incapacidade de desenvolver ou manter a ereção do pênis para um intercurso
sexual satisfatório, independentemente da capacidade de ejaculação. Há
várias causas para a disfunção erétil, muitas das quais são reversíveis
medicamente.
Devido
à natureza pessoal da impotência sexual masculina, esse assunto foi tabu
por muito tempo e material para muitas lendas. Desde os anos 30 remédios
populares têm sido anunciados para a disfunção erétil. A introdução do sildenafil (Viagra
®) nos anos 90 causou uma segunda onda de atenção do publico.
Sintomas médicos e causas da disfunção erétil
A disfunção erétil é caracterizada pela incapacidade de manter a ereção.
Ereções normais durante o sono, e de manhã cedo, sugerem causas psicogênicas,
enquanto a perda dessas ereções pode indicar causas patológicas, geralmente
de origem cardiovascular. Outras causas da impotência sexual masculina
são o diabetes mellitus (causadora de neuropatia) e hipogonadismo (diminuição
nos níveis de testosterona devido a doença afetando os testículos e glândula
pituitaria).
Diagnóstico médico da impotência sexual masculina
Não há testes formais para diagnosticar a disfunção erétil. Alguns testes
de sangue são geralmente feitos para excluir doenças causadoras de
impotência, como diabetes, hipogonadismo e prolactinoma.
Testes clínicos para diagnosticar a disfunção erétil
Ultrasom Duplex
O ultrasom duplex é usado para avaliar o fluxo sanguíneo, vazamento venoso,
sinais de aterosclerose e cicatrização ou calcificação do tecido erétil.
Injeção de prostaglandina, um estimulador tipo-hormônio produzido no
organismo induz a ereção. Então, o ultrasom é usado para verificar
dilatação vascular e medir a pressão sanguínea no pênis. As medidas são
comparadas com aquelas feitas com o pênis flácido.
Função dos nervos no pênis
Testes, como reflexo bulbocavernoso, são usados para determinar se há
suficiente sensibilidade nos nervos no pênis. O médico aperta a glande do
pênis, o que imediatamente causaria a contração do ânus se a função dos
nervos estiver normal. O médico mede e latência entre o aperto e a contração
ao observar o esfincter anal ou ao sentir com um dedo envolto em luva inserido
no ânus. Testes específicos de nervos são usados em pacientes com suspeita de
danos no nevo como resultado de diabetes ou doença nos nervos.
Tumescencia
peniana noturna
É normal que o homem tenha de cinco a seis ereções durante o sono,
especialmente durante a fase de movimentos rápidos dos olhos (REM). A falta
disso pode indicar um problema nas funções dos nervos ou suprimento de sangue
ao pênis.
Biotesiometria peniana
Esse teste usa vibração eletromagnética para avaliar a sensibilidade e
função dos nervos na glande e corpo do pênis. Uma percepção reduzida da
vibração pode indicar dano em nervos da área pélvica, o que pode causar
impotência sexual.
Tratamento da disfunção erétil
O tratamento depende da causa. Suplementação de testosterona pode ser usada
para casos de deficiência hormonal. Porém, geralmente a causa é falta de
suprimento adequado de sangue para o pênis como resultado de danos às paredes
internas dos vasos sanguíneos. Há algum tempo atrás, substâncias médicas
(ex: apomorfina) eram injetadas diretamente no tecido erétil do corpo do pênis
para tratar a impotência sexual. Em alguns casos onde não houve resposta ao
tratamento médico, poderia ser aconselhado um implante peniano (prótese
peniana). Depois da descoberta de agentes orais que dilatam os vasos sanguíneos
do corpo cavernoso, começou-se a usar métodos mais conservadores.
Inibidores de
PDE5
Os inibidores de
PDE5 sildenafil (Viagra ®), vardenafil (Levitra ®) e tadalafil (Cialis ®)
são remédios sob prescrição médica tomados oralmente. Eles atuam ao
bloquear a ação do PDE5, que causa a degradação do monofosfato de guanosina cíclico (cGMP).
O cGMP causa um relaxamento que permite que o sangue preencha o corpo cavernoso
do sangue.
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