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Quais são os tênis de corrida mais duráveis ?
Como a maioria dos tênis de corrida
custa mais de R$
200,
é compreensível que se dê grande importância à durabilidade.
A sola dos tênis tem dois tipos básicos de materiais :
carbon rubber (borracha de carbônio) ou blown rubber (borracha
expandida). Blown rubber tem ar injetado na borracha para torná-la
macia e leve. Entretanto este material não é nem de perto tão
durável quanto carbon rubber, que também é mais pesado e duro.
Geralmente os tênis utilizam blown rubber na parte frontal e
carbon rubber no calcanhar e áreas mais sujeitas a desgaste.
Algumas empresas desenvolveram outros conceitos de sola como o
3D Ultralite da Reebok e o EFR da Adidas. O 3D Ultralite dispensa
o solado convencional, o que torna o tênis mais leve mas perde
em durabilidade. Já o EFR da Adidas é uma mistura de carbon
rubber e blown rubber que resulta numa sola macia e durável.
Já o solado é a parte principal do tênis, principalmente
tratando-se de durabilidade. Se está gasto não adianta a sola
estar impecável. O solado mais resistente é aquele de
poliuretano, entretanto este material é mais pesado e pouco flexível
sendo utilizado basicamente em tênis da categoria controle-de-movimento.
A maioria dos solados são de EVA (etileno vinil acetato) que é
mais leve e flexível.
O material da parte superior do tênis também varia desde os
leves e com maior ventilação até os pesados a prova d'água.
Os calçados com a parte superior mais pesada podem fornecer
maior suporte e durabilidade para corredores com maior grau de
pronação.
Revezamento aumenta a durabilidade
do tênis de corrida?
Muitos corredores tem dois ou três pares de tênis, os quais
usam alternadamente. Um dos pontos levantados é se ao "descansar"
o tênis ele tem mais tempo de recuperar a capacidade de
amortecimento. Alguns especialistas afirmam que é preciso apenas
seis horas para o calçado recuperar seu amortecimento, já
outros dizem 48 horas. Fora esta polêmica, há outras boas razões
para revezar dois ou mais pares de tênis.
Vivendo num clima tropical, nossos calçados tendem a ficar
molhados depois de um treino em dia quente e úmido. Revezando os
tênis, eles terão mais tempo para secar totalmente. Outro bom
argumento é que, alternando tênis de características um pouco
diferentes, você alterna o estresse que seu corpo sofre em cada
treino.
Também deve-se ter cuidado ao utilizar o tênis no terreno
para o qual foi projetado. O Adidas Equipment Roost,
eminentemente de trilhas, não deve ser utilizado em asfalto. Da
mesma forma tênis que não são da categoria trilha (trail), não
durarão muito se usados em terrenos acidentados.
Tão importante quanto escolher o tênis correto é
saber quando aposentá-lo
Uma causa comum de lesões é correr com tênis gastos que já
deveriam ter sido aposentados. Alguns sinais, como desgaste da
sola, são bem claros. Entretanto, mesmo um tênis parecendo novo
pode já ter perdido grande parte da capacidade de amortecimento.
Há tênis com maior ou menor durabilidade, mas em geral
recomenda-se trocar entre 560-880 Km de uso. Se você está
voltando de uma fratura por estresse, deve aposentar o tênis
entre 560-640 Km. Corredores pesados também podem ter que trocar
o tênis mais cedo.
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