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Antônio
Júnior: Você está
confiante em brigar por uma medalha no Mundial no Canadá?
Hudson Souza: Penso primeiro em
chegar na final, aí cada corrida é uma história e não tem
favorito. Eu vou correr "em cima do pessoal" já que a minha
característica é correr forte.
AJ:
Então chegar na final já seria um belo resultado e a medalha a sua
realização?
Hudson Souza: Chegar na final é um grande
passo e ficaria bem feliz em trazer uma medalha para o Brasil.
AJ:
E você também tem um grande apoio do Joaquim Cruz?
Hudson Souza: O Juca sempre deu aquela
força desde que cheguei a San Diego, já que ele era o morador mais
antigo na casa onde ficamos, e sou muito grato a ele.
AJ:
E você participou da prova dos 800m aqui no Troféu Brasil mais para
ajudar o Osmar que é seu amigo?
Hudson Souza: O Osmar me ajudou a fazer o
índice e a bater o recorde sul-americano. Como eu estava devendo um
favor a ele, avisei para o meu treinador que ia sair pra frente para
tentar o índice a ajudar o Osmar. Mas como você viu deu Valdinei com
o Osmar em segundo e eu em terceiro.
AJ:
Como apareceu o seu interesse para a corrida?
Hudson Souza: Eu comecei fazendo salto em
altura, que é uma prova completamente diferente da que eu estou
fazendo agora. Meus pais sempre me incentivaram dizendo que eu tinha
talento e comecei a correr 800m e ganhei vários títulos no juvenil:
campeão brasileiro e sul-americano, quarto no pan-americano, décimo
no mundial e recorde sul-americano juvenil nos 1.500m. Depois passei a
treinar com o Luis Alberto e bati os recordes sul-americanos nos
1.500m e 3.000m.
AJ:
Como é o seu dia a dia para superar estes recordes?
Hudson Souza: Não tenho folga,
principalmente agora que estou com o índice o treino é mais forte, e
estou em ritmo de competição fazendo provas na Europa.
AJ:
Como você vê o apoio ao atletismo brasileiro?
Hudson Souza: Falta muita coisa como pistas
e o nível das provas aqui no Brasil ainda é baixo.
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