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O
que é síndrome da fadiga crônica
A
síndrome da fadiga crônica é uma desordem complexa e desabilitante
caracterizada pela fadiga profunda que não melhora com descanso deitado e que
pode ser piorada por atividade física ou mental. Pessoas com síndrome da fadiga crônica
geralmente funcionam em um nível de atividade substancialmente menor do que
eram capazes antes do aparecimento da doença. Adicionalmente, pacientes
reportam vários sintomas não-específicos que incluem fraqueza, dor muscular,
memória prejudicada, piora na concentração, insônia e fadiga após
exercícios exaustivos que dura mais de 24 horas. Em alguns casos a síndrome da fadiga crônica
pode persistir por anos. A causa da síndrome da fadiga crônica não é
identificada e não estão disponíveis testes diagnósticos específicos. Uma
vez que muitas doenças têm fadiga incapacitante como um dos sintomas, deve-se
ter cuidado para excluir outras condições conhecidas, e geralmente tratáveis,
antes de fazer o diagnóstico do síndrome da fadiga crônica.
Sintomas
da síndrome da fadiga crônica
Essencialmente, para receber o diagnóstico de síndrome da fadiga crônica, o
paciente deve satisfazer dois critérios:
1. Ter fadiga crônica severa por mais de 6 meses com outras condições
médicas excluídas por diagnósticos clínicos; e
2. Ter 4 ou mais dos 8 seguintes sintomas: prejuízo substancial na memória de
curto prazo ou concentração, dor de garganta, linfonodos macios, dor muscular,
dor multiarticular sem inchaço nem vermelhidão, dores de cabeça, sono não
renovador, fadiga pós exercícios vigoroso que dura mais de 24 horas.
Esses sintomas devem persistir ou ser recorrentes por mais de 6 meses
consecutivos.
Outros
sintomas comumente observados na síndrome da fadiga crônica
Adicionalmente
aos 8 sintomas primários que definem a síndrome da fadiga crônica, vários
outros têm sido relatados por alguns pacientes. A freqüência de ocorrência
desses sintomas varia de 20% a 50% entre os pacientes com síndrome da fadiga crônica.
Eles incluem dor abdominal, intolerância ao álcool, barriga inchada, dor no
peito, tosse crônica, diarréia, tontura, olhos ou boca seca, dor nos ouvidos,
batimento cardíaco irregular, dor na mandíbula, náusea, sudorese noturna, problemas
psicológicos, falta de fôlego, sensações na pele, formigamento e perda de
peso.
Condições
médicas semelhantes à síndrome da fadiga crônica
Muitas doenças têm espectro de sintomas similares à síndrome da fadiga crônica.
Essas doenças incluem, entre outras, fibromialgia, encefalomielite miálgica,
neurastenia, sensibilidade química múltipla, narcolepsia, hipotiroidismo,
apnéia do sono, depressão, esquizofrenia e mononucleose crônica. Embora essas
doenças possam apresentar outro sintoma principal, a fadiga crônica é
comumente associada a todas elas.
Tratamento
da síndrome da fadiga crônica
Uma vez que não há cura conhecida para a síndrome da fadiga crônica,
o tratamento visa aliviar os sintomas e melhorar as funções do paciente. Uma
combinação de terapias com e sem remédios é geralmente recomendada. Não
existe uma terapia única para tratamento da síndrome da fadiga crônica.
Mudanças no estilo de vida, incluindo prevenção de tarefas exaustivas,
redução de estresse, restrições na dieta, alongamento suave e
suplementação nutricional são freqüentemente recomendados em adição à
terapia com remédios usada para tratar a dor, sono e outros sintomas
específicos. Fisioterapia cuidadosamente supervisionada também pode ser parte
do tratamento para síndrome da fadiga crônica,
porém os sintomas pode ser exarcebados por um atividade física superdimensionada.
A administração de exercícios físicos leves é recomendada para evitar a
exaustão e prevenir a perda de condicionamento físico.
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