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O que é hanseníase
A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica que afeta primariamente os nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e mucosa nasal. A doença é causada pela bactéria conhecida como Mycobacterium leprae (M. leprae).
O modo de transmissão da hanseníase ainda não está claro e assume-se que seja pelo sistema respiratório através de gotículas nasais. Feridas na pele também poderiam ser uma possibilidade para a infecção. A tecidos primariamente afetados pela hanseníase são os locais superficiais da pele e nervos periféricos porque a bactéria sobrevive melhor em temperaturas menores.
O curso da doença depende do sistema imunológico da pessoa afetada. Algumas pessoas na família podem ter hanseníase enquanto outras com contato próximo não desenvolvem a doença.
Sintomas da hanseníase
A hanseníase geralmente afeta a pele, nervos periféricos e vias aéreas superiores, mas tem uma ampla gama de manifestações clínicas. Pacientes com boa imunidade exibem um tipo mais moderado da doença conhecido como hanseníase tuberculóide (não tem relação com a doença tuberculose), o qual é caracterizado por descoloração na pele. Pessoas com baixa imunidade podem apresentar hanseníase lepromatosa, a qual está associada a lesões de pele simétricas, nódulos, placas, derme espessada, e problemas na mucosa nasal que resultam em sangramento e congestão.
A hanseníase lepromatosa também é caracterizada por grande número de organismos na pele, muitas lesões de pele, e menor perda sensorial nas lesões.
Todas as formas de hanseníase causam algum grau de dano neurológico periférico (nos braços e pernas), o que ocasiona perna sensorial na pele assim como fraqueza muscular. Pessoas com hanseníase a longo tempo podem perder o uso das mãos ou pés, em decorrência de lesões traumáticas repetidas resultantes da perda de sensibilidade. Se não for tratada, a hanseníase pode causar dano progressivo e permanente à pele, nervos, olhos e membros.
Diagnóstico da hanseníase
Pessoas com feridas incomuns na pele que não melhoram devem procurar um dermatologista que poderá fazer diagnóstico adequado. O diagnóstico da hanseníase é tipicamente baseado nos sintomas clínicos, especialmente nas lesões de pele e perda sensorial. Amostras de pele e de sangue podem ser testadas para chegar ao diagnóstico conclusivo.
Tratamento da hanseníase
Com o diagnóstico prematuro a hanseníase pode ser tratada. Pessoas recebendo tratamento para hanseníase não são contagiosas e podem levar vida normal. Em 1981 a OMS recomendou terapia com dapsona, rifampicina e clofazimina para o tratamento da hanseníase.
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