Atletismo e Saúde

Malária - Sintomas, transmissão, prevenção, tratamento

O que é malária

A malária é uma doença infecciosa, causada por parasitas protozoários, transmitida por mosquitos. Malária espalha-se em regiões tropicais e sub-tropicais, como partes das Américas, Ásia e África. Cada ano há entre 1 e 3 milhões de mortes decorrentes de malária, sendo a maioria de crianças na África Sub-Saariana. Malária é uma das doenças mais comuns e um grande problema de saúde pública em vários países. A doença é causada por parasitas protozoários do gênero Plasmodium. Os parasitas da malária são transmitidos por mosquitos fêmeas do gênero Anofeles.

Sintomas da malária

Os parasitas da malária multiplicam-se dentro das células sanguíneas vermelha. Sintomas da malária incluem febre, calafrio, dor nas articulações, vômito, anemia, hemoglobinúria e convulsões. O sintoma clássico da malária é ocorrência cíclica de frio súbito seguido por tremores de calafrio e então febre e sudorese que duram de 4 a 6 horas, ocorrendo a cada 2 dias nas infecções pelos protozoários P. vivax e P. ovale, e a cada 3 dias pelo P. malariae. Infecção de malária pelo protozoário P. falciparum pode ocasionar febre recorrente a cada 36-48 horas ou febre menos pronunciada e quase contínua. Por razões ainda pouco compreendidas, crianças com malária freqüentemente exibem postura anormal, a qual pode estar relacionada a dano cerebral. Malária pode causar problemas cognitivos, principalmente em crianças.

Sintomas de malária severa

Malária severa é quase sempre causada por infecção pelo protozoário P. falciparum e geralmente aparece 6-14 dias depois do contágio. Conseqüências da malária severa incluem coma e morte caso não seja tratada, sendo que crianças pequenas e mulheres grávidas são especialmente vulneráveis. Podem ocorrer dor de cabeça forte, baço inchado, isquemia cerebral, fígado inchado, hipoglicemia, e hemoglobinúria com insuficiência renal. Malária severa pode evoluir muito rapidamente e causar morte em horas ou dias. Em casos mais graves da doença, as taxas de fatalidade podem exceder 20%, até com cuidados e tratamentos intensivos. A longo prazo, problemas de desenvolvimento tem sido documentados em crianças que sofreram episódio de malária severa.

Malária crônica

Malária crônica pode ser decorrente de infecção pelos protozoários P. vivax e P. ovale, mas não do P. falciparum. Na malária crônica a doença pode reincidir meses ou anos depois da exposição devido à presença latente de parasitas no fígado. Desta forma, pode ser enganador considerar a pessoa curada ao observar o desaparecimento de parasitas na corrente sanguínea.

Causas da malária

A malária é causada por parasitas protozoários do gênero Plasmodium (phylum Apicomplexa). Em humanos a malária é causada pelos protozoários P. falciparum, P. malariae, P. ovale, P. vivax e P. knowlesi. Destes, o P. falciparum é a causa mais comum da infecção, e responsável por em torno de 80% dos casos de malária e 90% das mortes decorrentes da doença.

Transmissão da malária

Os hospedeiros e vetores de transmissão da malária são as fêmeas dos mosquitos do gênero Anofeles. Mosquitos jovens ingerem primeiro a malária ao se alimentar de um humano contaminado. Uma vez que o mosquito é infectado ele torna-se vetor da malária e pode contaminar outros humanos. Apenas a fêmea do mosquito alimenta-se de sangue, desta forma os machos não transmitem malária. As fêmeas do mosquito do gênero Anofeles preferem se alimentar de noite. Elas geralmente começam a procurar alimentação ao anoitecer e continuam pela noite adentro. Os parasitas da malária também podem se transmitidos por transfusão de sangue, embora isso seja raro.

Tratamento da malária

Infecção ativa de malária pelo P. falciparum é uma emergência médica que requer hospitalização. Já as infecções por P. vivax, P. ovale ou P. malariae podem geralmente ser tratadas sem internação. O tratamento da malária envolve medidas de suporte assim como medicamentos contra a malária. Com tratamento apropriado a pessoa pode esperar recuperação total da doença.

Prevenção e controle da malária

Os métodos usado para prevenir a dispersão da malária ou proteger as pessoas em áreas endêmicas incluem: erradicação do mosquito, drogas profiláticas, e prevenção de picadas de mosquitos. A transmissão da malária pode ser reduzida prevenindo-se as picadas de mosquito com repelentes e redes contra mosquitos, assim como controlando a proliferação dos mosquitos com inseticidas e drenagem de água parada onde eles depositam seus ovos.

Vacina contra malária

Vacinas contra malária estão em desenvolvimento, porém ainda não está disponível nenhuma vacina completamente eficiente.


Gostou desse artigo? Então você pode recomendá-lo com o Google +1:



Artigos relacionados:
Calafrios - O que são, causas
Ciclo da malária
Sintomas da malária sem complicações e severa
Giardíase - Infecção por Giárdia
Amebíase
Disenteria bacteriana e amébica
Escherichia coli
Intoxicação por Salmonela - Salmonelose
Intoxicação Alimentar
Dor abdominal
Difteria
Botulismo
Dor de Barriga
Soro Caseiro
Sistema imunológico
Leptospirose - Sintomas, transmissão e tratamento
Leptospirose
Importância da Água
Desidratação, Calor e Exercícios Físicos
Perigos da desidratação
Água: importante e esquecida

Resfriado Comum - Informações sobre Resfriados
Tétano
Vacinas - Vacina conta Influenza, Anti-pneumocócica, Hepatite A B
Dor nas costas
Enxaqueca - Tratamento
Enxaqueca com áurea
Enxaqueca - Sintomas, áurea, causas, tratamento
Enxaqueca - Sintomas, tratamento, remédios, causas e alimentação
Dor de cabeça - Cefaléia tensional
Dieta e dor de cabeça - Enxaqueca e cefaléia
Dor Muscular nem sempre é ruim - Concentração de lactato
Dor Muscular nem sempre é ruim
Dor muscular tardia - dores musculares
Antiinflamatórios não-esteróides
Dipirona Sódica - Novalgina, Neosaldina, Buscopan Composto
Dor crônica
Dores nas costas - Hérnia
Dor Lombar
Cólera
Hidratação - O que beber
Isotônicos - Quando e como usá-los
Doença do Sono - Tripanossomíase africana e trypanossoma
Doença de Chagas - Transmissão pelo barbeiro, diagnóstico
Doença de Chagas
Dengue
Toxoplasmose na gravidez
Toxoplasmose
Meningite viral e bacteriana
Quem deve se vacinar contra febre amarela
Febre
Sepse - Neonatal, sintomas, tratamento e choque séptico
Febre Tifóide
Febre Amarela
Vômito e Náusea
Gripe Suína - Influenza A (H1N1) - Vacina, sintomas, como prevenir
Pneumonia - Sintomas
Pneumonia - Causas
Pneumonia - Tipos
Pneumonia - O que é, grupos de risco, crianças e idosos
Pneumonia pneumocócica
Pneumonia

Créditos:
Tradução: © 2008, Hélio Augusto Ferreira Fontes.
Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License (www.gnu.org/copyleft/fdl.html). Usa material do artigo da Wikipédia "Malaria" (en.wikipedia.org/wiki/Malaria).

Menu da Seção Corpo & Saúde
Alimentos | Nutrição e Saúde | Últimas da Saúde | Últimas sobre emagrecimento | Saúde Geral | Nutrição Esportiva |
Estética | Obesidade | Patologias | Infância e adolescência | Cabelos | Saúde do Idoso | Saúde bucal | Patologias e nutrição | Hidratação | Segurança | Plantas Medicinais | Cardiologia - Doenças cardíacas e saúde do coração | Psicologia, psiquiatria e saúde mental | Sexologia | Receitas Light, Receitas Fáceis e Culinária | Dermatologia | Oftalmologia | Emagrecimento e Perda de Peso | Lesões esportivas

VoltarVoltar

© 1999-2011 Helio A. F. Fontes

Copacabana Runners - Atletismo e Maratonas