|
O
que é metformina?
A
metformina -- comercializada com os nomes de
Glifage, Dimefor e Glucoformin -- é um
remédio oral para diabetes. Metformina é uma das principais opções para
tratamento da diabetes tipo 2, especialmente em pessoas obesas e acima do peso
com função renal normal. A metformina também é muito usada no tratamento de
pessoas com SOP (Síndrome dos Ovários Policisticos). Quando usada
adequadamente, a metformina causa poucos efeitos adversos -- o mais comum é
problema gastrointestinal -- e diferente de muitos outros remédios para
diabetes não causa hipoglicemia. Metformina também ajudar a reduzir os níveis
de colesterol LDL e triglicerídeos, além de auxiliar a emagrecer. Devido à
propriedade de ajudar no emagrecimento de pacientes obesos com diabetes tipo 2,
pessoas que não possuem a doença vêm usando a metformina sem orientação
acreditando que ela emagrece.
Metformina
no tratamento da diabetes
O principal uso da metformina é no
tratamento da diabetes mellitus tipo 2, especialmente quando acompanhada de
obesidade e resistência à insulina. Metformina é o único remédio para
diabetes que comprovadamente reduz as complicações cardiovasculares
decorrentes da doença. Ao contrário da maioria dos remédios orais para
diabetes, a metformina não induz hipoglicemia. A metformina também não causa
ganho de peso e pode até produzir leve emagrecimento. Metformina também
reduz modestamente os níveis de colesterol LDL e triglicerídeos.
Indicações
das metformina para SOP e outro usos
A metformina também vem sendo usada para tratamento da síndrome dos ovários policisticos
(SOP), fígado gorduroso não-alcoólico e puberdade prematura.
Tais utilizações ainda são consideradas experimentais. Embora a metformina
não seja licenciada para uso na SOP, o Instituto Nacional do Reino Unido para
a Saúde e Excelência Clínica recomenda a utilização da metformina para mulheres com
SOP e índice de massa corporal acima de 25 quando outras terapias falharam em
produzir resultados. O benefício da metformina para fígado gorduroso
não-alcoólico não foi extensivamente estudado e pode ser apenas temporário.
Metformina
emagrece?
Uma vez que a metformina tem produzido perda de peso em pacientes obesos com
diabetes tipo 2, muitas pessoas acreditam que ela emagrece também aqueles que
não têm a doença. Entretanto, os médicos afirmam ser temerário receitar a metformina
para emagrecimento em pessoas que não tem diabetes, uma vez que o remédio não
é recomendado para essa utilização. Em pacientes obesos com diabetes tipo 2 a metformina
tem proporcionado de 5 a 7% de perda de peso e diminuição da circunferência
abdominal em até 3 centímetros, entretanto tais efeitos foram conseguidos em
conjunto com dieta. Não existem estudos que comprovem que o uso da metformina
emagrece pessoas que não têm diabetes tipo 2.
Efeitos
adversos e colaterais da metformina
Acidose lática
O efeito colateral em potencial mais sério da metformina
é a acidose lática. Esse complicação é muito rara, e parece ser limitada
àqueles com funções prejudicadas do fígado ou rins.
Problema gastrointestinal
O efeito adverso mais comum da metformina é problema gastrointestinal que
pode incluir diarréia, cólica, náusea e vômito. A metformina é mais
comumente associada com efeitos gastrointestinais adversos do que a maioria dos
remédios para diabetes. Os problemas gastrointestinais são menos comuns depois
do uso contínuo e prolongado da metformina. O uso de longo prazo da metformina
tem sido associado à mal-absorção da vitamina B12.
Contra-indicações
da metformina
A metformina
é contra-indicada em pessoas com qualquer condição que possa elevar o risco
de acidose lática, incluindo desordens renais, doença no pulmão e doença no
fígado. Insuficiência cardíaca tem sido considerada uma contra-indicação
para o uso da metformina, embora uma pesquisa de 2007 tenha mostrado que ela é
o único remédio para diabetes não associado a danos em pessoas com
insuficiência cardíaca. É recomendado que
o uso da metformina seja temporariamente descontinuado antes de radiografia
envolvendo contraste iodado (como angiograma e tomografia computadorizada com
contraste), uma vez que a tinta pode prejudicar temporariamente a função renal
aumentando o risco de acidose lática.
|