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O processo industrial nos convidou a modificar os nossos hábitos rotineiros. Antigamente, as pessoas buscavam o lazer, passeavam pelos parques e desfrutavam do entardecer sem grandes preocupações e cobranças.
Porém, hoje isso mudou, nos tornamos cada vez mais alienados, não temos tempo para mais nada além do trabalho. Além disso, quando temos uma folga, o quê acontece? Preparamos a nossa agenda para o dia seguinte.
Durante estes dias tumultuados, onde nós encontramos espaço para o lazer? Também descrito como o lúdico, o recreativo, ou até mesmo o ócio.
Aos poucos fomos esquecendo daqueles momentos prazerosos. O dia do jogo de futebol, o passeio ao pôr-do-sol, a brincadeira com os filhos e muitos outros momentos que poderiam ser mais dinâmicos e ativos.
Fomos nos tornando sedentários. Não à toa, os números de morte por doenças cardiovasculares, diabetes tipo II, hipertensão arterial e até mesmo câncer, começaram a aumentar.
Poderíamos nos perguntar qual a relação entre estes dois acontecimentos caso não tivéssemos a ciência nos mostrando a estreita ligação entre eles. A falta de atividade física, juntamente com a má alimentação, foi se transformando no maior problema de saúde pública do mundo, a obesidade.
Atualmente, mais de 50 por cento da população mundial possui excesso de peso, destes, mais de dez por cento, são obesos.
Dentre estes fatos, o que poderia ser feito? Talvez pudéssemos reescrever os primeiros parágrafos deste texto, dizendo assim: vamos caminhar, deixe um tempinho para o lazer, mesmo que seja apenas para descansar e não fazer absolutamente nada. Chame os amigos, tem um campinho de futebol logo ali, isso mesmo, perto da sua casa. Se coloque a disposição das mudanças, mesmo que seja por pequenas atitudes, a sua saúde irá lhe agradecer.
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