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Até agora vimos em teoria uma boa parte dos problemas envolvendo a obesidade e as formas mais adequadas para se conseguir um
emagrecimento
saudável.
Agora vou apresentar um dos resultados práticos de uma das minhas alunas que resolveu "entrar de cabeça" na luta contra as gordurinhas que a incomodavam bastante interferindo inclusive com a sua auto-estima.
Natália Barbieri é um dos melhores exemplos de tudo que foi aqui falado durante essas últimas nove semanas com relação a resultados práticos da
dieta associadas aos exercícios.
Em meados de fevereiro desse ano, nossos caminhos profissionais se cruzaram. Eu necessitava de uma pessoa que pudesse verter os meus artigos para o espanhol e ela precisava de um Personal Trainer. Ao começar a ler, ela simplesmente viu que o conteúdo tinha tudo a ver com os seus propósitos de vida. Daí para frente as coisas começaram a acontecer. Como se diz no popular... "juntou a fome com a vontade de comer". Ela se matriculou num dos postos do vigilantes do peso e tracei para ela o primeiro programa de caminhada. Sua determinação acabou sendo um grande facilitador para o desenvolvimento das planilhas de treinamento evoluindo rapidamente. De caminhada, passou intervalar caminhada com trote, e de trote para corrida foi um pulo. Em junho, experimentalmente participou de uma prova de seis Km, no dia 4 de agosto da corrida da Avon e no dia 25 do mesmo mês completou a Meia Maratona. Nove quilos mais magra sua auto-estima melhorou assustadoramente contaminando, no bom sentido, a todos a sua volta: a família, os amigos do trabalho e em geral. Há de se destacar também, a participação da família, marido e os três filhos, fundamental nesse processo. Todos deram a sua parcela de apoio ora cobrando, ora questionando e ou apenas comentando.
"Tudo na minha vida melhorou a partir do momento que comecei a ficar de bem comigo mesma. Antes eu pensava que os outros eram o problema". Diz Natália Barbieri.
Claro, as coisas não foram tão fáceis assim e ela, mesmo decidida, passou por todas as variações psicológicas descritas nas matérias anteriores, como se o corpo estivesse trabalhando e relutando contra a perda de gordura. - Vez por outra, dava vontade de largar tudo e, como se diz no popular, "chutar o pau da barraca". - Algumas vezes me flagrei atacando a geladeira como se estivesse desesperada de fome - Comenta Natália. No dia seguinte, o complexo de culpa - Completa.
O bom de estar fazendo exercício junto com a dieta é que, nessas situações desesperadoras, a gente paga o pecado no dia seguinte. A corrida fica mais difícil e o mundo parece desabar na nossa cabeça. Quando a gente faz só a dieta só vai saber que errou uma semana depois na hora de enfrentar a balança. Aí mesmo é que as pessoas acabam desistindo mais rápido. Ainda bem que agora tenho um boa válvula de escape - Comenta Natália com certo ar de vitoriosa. Vejam nas fotos Natália junto com o marido e seus três lindos filhos em dezembro de 2001, e depois em julho de 2002 (foto menor) preparando-se para mais um dia de treino de corrida e na foto fazendo alongamento, logo após ter completado a Meia Maratona em agosto de 2002.
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