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Resposta do
Professor Carlos Gomes Ventura
Existem diferenças marcantes no treinamento para homens e para mulheres.
Pecamos quando, como treinadores, procuramos igualar esforços físicos e tentar aproximar performances.
As mulheres possuem uma estrutura óssea mais leve e um porcentual de gordura maior, com a mesma altura são mais leves que os homens e possuem menos força.
Culturalmente as meninas são criadas e orientadas para atividades físicas de menor intensidade e freqüência o resultam no futuro numa maior sensibilidade nos tendões e ligamentos, sujeitando as contusões.
A atleta tem menor quantidade de glóbulos vermelhos que o homem, sua oxigenação é reduzida e conseqüentemente sua capacidade aeróbia em relação ao sexo masculino. Pelo fato de apresentarem deficiência de ferro suas performances são menores, esta deficiência pode ser amenizada com a ingestão de
vitamina C, para uma melhor absorção de
ferro.
Outros fatores confirmam a diferença no treinamento, como por exemplo, quadris mais largos, articulação das coxas e músculos das pernas em ângulos menores, provocando um balanço lateralizado, tanto no andar como no correr. Como normalmente a sudorese da mulher evidencia-se em espaço menores, elas necessitam menor evaporação para melhor performance.
Podemos observar que as mulheres correm mais suavemente, com um menor atrito - planta ponta dos pés, podemos lembrar da campeã da São Silvestre deste ano, a queniana que chamou a tenção pela sua flutuação.
A mulher tem a facilidade de impor um ritmo de corrida com resistência, descontração, objetividade como, por exemplo, Márcia Narloch, que considero um exemplo de atleta.
As mulheres asseguram sempre, quando bem treinadas, uma ação de força dos quadris e do tronco diferentemente dos homens, que trabalham os braços mais vigorosamente.
Considero os movimentos de extensão muscular das mulheres melhor que dos homens, estes possuem uma contração mais pronunciada.
É um erro querer tornar uma mulher corredora ao mesmo nível que um homem, visto que o homem é mais veloz, entretanto acredito que a mecânica de corrida das mulheres faz com que ela seja menos exposta a contusões.
Na minha experiência de muitos anos treinando mulheres fundistas e meio fundistas, como: Rosa Maria de Souza, Ana Claudia , Marina Nascimento, Justina, Conceição, Sonia de Oliveira, Eliana Reinert, Claudia Adolfo, Angélica de Almeida, Fabiane dos Santos, Vânia Cristina e um número enorme de atletas que no momento não me ocorre os nomes, me levam a acreditar que independentemente dos pontos fisiológicos já citados o mais importante é o aspecto comportamental em relação aos objetivos propostos para ambos os sexos.
A mulher tem maior sensibilidade e enfrenta muito mais o sofrimento físico do que o homem, entretanto deixa se influenciar pelos aspectos psicológicos e sociais.
Estabelecer normas e comparações entre homens e mulheres é uma acertiva duvidosa, acredito que o que caracteriza o campeão e a campeã é o potencial aliado a educação recebida.
Como treinador sugiro treinos fortes, difíceis, árduos, seqüentes tanto para homens como para mulheres, logicamente entendendo e estabelecendo as diferenças naturais de cada sexo.
Tanto o homem quanto a mulher (exemplo citado no livro
"Aprendendo
a Correr"), devem ser tratados no seu universo individual.
A melhor performance é adquirida através do treinamento por quem tem qualidade, boa vontade só não basta, somente atinge um nível de campeão aquele que tiver potencial e disciplina.
Carlos Gomes Ventura
Telefone: (11)3686-5384 - e-mail: cgventura@uol.com.br
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Clínica para Corredores de Rua
com Carlos Ventura
No dia 26/09/2009, das 9h às 12h, o professor Carlos Ventura realizará Clínica para Corredores de Rua.
A Clínica abrangerá tópicos que interessam ao corredor de qualquer categoria, e será direcionada as pessoas que correm e orientam corredores de rua.
Local: Hotel Merak, Rua Lavandisca 262, Moema, São Paulo.
Valor: R$ 70,00
Participarão da Clinica os 50 primeiros interessados que se inscreverem pelo e-mail
cgventura@uol.com.br |
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Livro Manual do Corredor - A Grande Pirâmide
Carlos
Ventura é um dos treinadores brasileiros de maior sucesso. Em seu novo livro, Carlão responde às indagações mais comuns entre nós
corredores. A sabedoria de décadas de experiência do Carlão são passadas de forma simples e clara para corredores de todos os níveis de performance.
Saiba mais sobre o
livro...
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Resposta do ex-treinador
Nilson Duarte Monteiro
Olá Pessoal,
Existe. A mulher menstrua todo mês, aí está a grande diferença. Na mulher atleta, nós técnicos temos que ter essa
percepção, o treinamento nessa fase tem que ser o mais leve possível, ou seja, pouco volume e intensidade, pois a perda
de sangue a leva a ter uma pequena anemia, o que deve ser corrigido com ingestão de ferro, mas aí é um assunto para o nutricionista e seu ginecologista.
Quanto ao volume e intensidade, não diferencio mulher de homem, o único senão, é o que eu apresentei no parágrafo
anterior.
A intensidade do treinamento da mulher é diferente da do homem, esperem não estou entrando em contradição, vou dar um
exemplo: um atleta homem executa um treinamento de
interval-training, ou seja, repetições de 400m para 70 segundos com
intervalo de 200 metros de trote, uma atleta mulher, pode perfeitamente executar o mesmo treino, só que a repetição não
vai sair para 70 segundos, mas para 80s, essa é a diferença
na intensidade, ou melhor, a intensidade é a mesma, só que
com a diferença no tempo. O homem é mais forte e veloz que a
mulher.
Já que eu não acho muita diferença no treinamento da mulher
para o homem, é isso que eu tinha que comentar sobre essas
diferenças.
Bons treinos a todos.
Nilson
Duarte Monteiro - e-mail: nilsondm@uol.com.br
Resposta do
Professor Luis Tavares
No meu ponto de vista não vejo uma diferença significativa no treinamento de homens e mulheres. Na hora de elaboração de treinamento dos meus alunos, levo em consideração, o fator idade, objetivo, tempo no atletismo e a genética ou seja, não adianta um treino com uma carga alta para um atleta que que
geneticamente não esteja habituado.
O treino tem que ser muito bem elaborado e respeitando a individualidade de cada um
independentemente se é homem ou mulher.
Em se tratando de atletas de elite uma pequena diferença se nota na intensidade e no volume praticamente é igual.
Professor Luis Tavares
Telefone: (11)3159-8456 - e-mail: e.c.tavares@uol.com.br
site: http://www.ectavares.com.br
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