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Resposta do
Professor Carlos Gomes Ventura
Grande parte dos corredores de maratonas possuem receio e muita preocupação com o muro que eles provavelmente encontrarão na altura do km 32 de uma maratona, alguns até acham que encontrarão o muro lá pelos km 28 ou 29 da
prova.
Isto acaba se transformando em um problema psicológico e afetando a performance do atleta, e seu bom desempenho.
Na verdade o muro não passa de um mito, o que faz existir este mito é a condição de treinamento do atleta e principalmente seu
equilíbrio emocional.
O muro pode aparecer em qualquer distancia, km 10, no 15, no 20, ele só aparece quando o corredor não esta bem preparado, quando ele esta fora de sua forma atlética ideal, portanto ele esta inserido na linha de treinamento, nas condições emocionais, na falta de preparação, o muro na verdade não existe, o que existe é um reflexo da condição do atleta.
Todo técnico, todo treinador deve orientar seu atleta para que ele
somente faça uma maratona para resultado de alto nível, quando ele estiver preparado e programado para isto.
O muro somente existe para o atleta mal treinado, mal alimentado, mal descansado, com muitas maratonas em breve espaço de tempo.
Será que o Marilson encontrou o tal muro na Maratona de New York, é claro que não, pois o Adauto Domingues o condicionou para que ele, nem imaginasse a presença de tal muro.
Carlos
Gomes Ventura
Telefone: (11)3686-5384 - e-mail: cgventura@uol.com.br
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Clínica para Corredores de Rua
com Carlos Ventura
No dia 26/09/2009, das 9h às 12h, o professor Carlos Ventura realizará Clínica para Corredores de Rua.
A Clínica abrangerá tópicos que interessam ao corredor de qualquer categoria, e será direcionada as pessoas que correm e orientam corredores de rua.
Local: Hotel Merak, Rua Lavandisca 262, Moema, São Paulo.
Valor: R$ 70,00
Participarão da Clinica os 50 primeiros interessados que se inscreverem pelo e-mail
cgventura@uol.com.br |
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Livro Manual do Corredor - A Grande Pirâmide
Carlos
Ventura é um dos treinadores brasileiros de maior sucesso. Em seu novo livro, Carlão responde às indagações mais comuns entre nós
corredores. A sabedoria de décadas de experiência do Carlão são passadas de forma simples e clara para corredores de todos os níveis de performance.
Saiba mais sobre o
livro...
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Resposta do ex-treinador
Nilson Duarte Monteiro
Eu penso que esse "muro" é individual. Pode chegar no km 20 para uns, nos 30 km para outros. O grande "X" da questão é aprender a identificá-lo.
A grande maioria vai na conversa das revistas, ou melhor, alguém, algum dia, encarou esse "muro" no km 30, aí publicou em algum lugar dizendo que no km 30, 32... é a barreira que todos devem encarar. Aí, essa barreira ficou convencionada que era entre o km 30 a 35. Pronto, todo mundo quando entra numa maratona, acredita que quando chegar no km 30 vai encarar o tão famoso "muro". Balela, ele é individual.
Eu por exemplo, aprendi a identificar esse "muro" e evitá-lo não indo na conversa do meu cérebro. Todo ser humano quando faz um esforço prolongado, a certa altura do exercício/esforço, é liberado no seu cérebro uma substância, endorfina, que mascara a dor e, ainda por cima dá uma sensação de euforia que faz com que o atleta aumente o ritmo sem se dar conta, aí o "muro" chega e não há santo que faça o cara pulá-lo. Então, você tem que ficar atento nas suas passagens por km, para quando você verificar que aumentou o ritmo sem perceber, é hora de segurar a onda, pois fatalmente você vai precisar dessa energia desperdiçada, lá na frente.
Quando eu corri minha primeira maratona, que foi a primeira maratona realizada no Rio de Janeiro, em 1979, estava eu, João Alves de Souza (Passarinho) e mais dois atletas que não me lembro o nome agora, correndo juntos sem se preocupar com o ritmo. Lá pelo km 20 eu estava me sentindo tão bem (olha a euforia aí!), que resolvi ir embora, apertei o ritmo. O Passarinho me gritou, "segura, ainda está muito cedo para apertar o ritmo", eu nem dei ouvidos, fui embora. No km 36, quebrei feio. No ritmo que eu vinha até quebra, dava para fechar a maratona na faixa de 2h20, mas terminei com 2h38.
Resumindo, não prestei atenção, ou não atentei para o detalhe do ritmo que as minhas condições me permitiam, fui na conversa do meu cérebro, na euforia provocada pela endorfina, e aumentei o ritmo sem me dar conta que a minha condição atlética não me permitiria terminar a prova do jeito que havia programado.
É isso!
Bons treinos, e preste atenção no "barato da corrida".
Resposta do
Professor Luis Tavares
O muro da maratona é realmente um fantasma dos maratonistas, e maioria já tiveram a infelicidade de conviver com um deles.
Fica difícil de dizer se você vai ou não encontra lá na prova, pois depende muito do fator
psicológico, físico, clima, e percurso no dia.
Basicamente é importante realizar um treinamento especifico e com uma carga bem
distribuída de treino, não esquecendo de realizar vários longões, especificamente em torno dos 30 km, em um ritmo que pretende correr a maratona. Ter uma boa alimentação, e um bom sono e descanso.
Lembre se que você pode estar super treinado, porem se não estiver com boa horas de sono e repouso, todo seu treinamento pode ir
água abaixo.
Professor Luis Tavares
Telefone: (11)3159-8456 - e-mail: e.c.tavares@uol.com.br
- site: http://www.ectavares.com.br
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