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Adhemar Ferreira da Silva iniciou-se no salto triplo aos 20 anos
de idade quando conseguiu a marca de 12,90 metros em seu
primeiro salto. Isto era era um salto excepcional para um
iniciante.
De família pobre, ele trabalhava de dia estudava à
noite. Tempo disponível para treinar só no horário de
almoço. Apesar do sacrifício, Adhemar logo conseguiu superar a
marca de 15 metros o que lhe deu a classificação para a
Olimpíada de Londres-1948. Não foi bem e ficou na 14a
colocação com a marca de 14,46m.
Quatro
anos depois, na Olimpíada de Helsinque-1952, Adhemar era o
detentor do recorde mundial (16,01 metros) e favorito para a
medalha de ouro. Não decepcionou desta vez e venceu batendo
quatro vezes o recorde mundial que elevou para a marca de
16,22 metros.
Como
presente pela conquista, o jornal A Gazeta Esportiva quis lhe
presentear com um casa. Adhemar recusou. Não poderia aceitar o
presente pois perderia a condição de amador e não poderia
mais disputar Olimpíadas. Um ano depois Adhemar bateria
novamente o recorde mundial com a marca de 16,56m.
Em
Merlbourne-1956 Adhemar conseguiu a façanha de tornar-se o
único brasileiro bicampeão olímpico. Depois de um duelo com
o islandês Vilhajálmur Einarsson, ele acabou prevalecendo com a
marca de 16,36m.
Na
Olimpíada de Roma-1960 tentaria façanha ainda maior: o
tricampeonato. Entretanto não conseguiu saltar nada. Estava com
tuberculose e não sabia. Adhemar
faleceu em 2001 aos 73 anos vítima de parada cardíaca.
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