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Tenho dito que correr, saltar e arremessar são movimentos normais do ser humano e formam a base do
atletismo, isso porque não é preciso ensinar uma criança a andar e correr. Outras atividades, tais como nadar e até pedalar não são considerados inerentes à nossa espécie porque necessitam de aprendizado. Tenho também enfatizado que nenhuma atividade física é completa por si só e todo esportista de qualquer modalidade deveria fazer outros exercícios no sentido de promover melhor harmonia muscular obtendo mais rendimento na atividade principal ou no mínimo promover um relaxamento através da própria quebra da rotina do treinamento principalmente do corredor fundista. Quem apenas corre mais cedo ou mais tarde convive com as contusões e muitas vezes as lesões definitivas.
A gente sabe também que o corredor não é muito chegado às atividades de
academia, estabelecimentos que hoje oferecem muitas opções alternativas de trabalhos musculares complementares para diversos esportistas. Uma delas é o
Jump Fit sendo uma atividade que nos transporta aos tempos de criança. Quem de nós não experimentou ficar pulando em cima daquelas velhas camas com colchão de molas? Era uma tentação! ... e quem de nós também não levou umas broncas da mamãe por fazer isso?
Pois bem. Agora, sem levar bronca, qualquer pessoa, de qualquer idade, sexo e condicionamento físico pode relembrar os tempos de criança fazendo aulas de Jump Fit. Nada mais é do que mini cama elástica ou mini trampolim com 1 m de diâmetro e 18 cm de altura onde fica-se pulando em cima dela. São bastante resistentes e não há perigo de quedas exatamente por serem bem baixas.
Claro, ficar apenas pulando... pulando seria bastante monótono, por isso, especificamente o programa Jump Fit, criado pela professora de educação física Cida Conti segue uma rotina de coreografias com intensidades variadas e progressivas de acordo com o condicionamento físico dos alunos do iniciante ao avançado. A intensidade e o conseqüente maior gasto calórico, pode ser aumentada ou diminuída de acordo com a cadência da música (BPM), conjugação de movimentos de braços e pernas, maior vigor contra a lona do trampolim entre outras manobras. A exemplo das aulas de Step pode-se ainda intervalar a aula com exercícios localizados.
Alguns estudos, entre eles o publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Volume 10, nº 5 de set/2004, mostram que numa aula de 40 a 50 minutos pode-se gastar de 300 a 400 Kcal. Partindo do princípio das recomendações do Colégio Americano de Medicina Esportiva no sentido de promoção à saúde o Jump Fit é perfeitamente adequado a esses propósitos pois no estudo, entre outros componentes fisiológicos, foram analisados satisfatoriamente as variações da Freqüência Cardíaca e o consumo máximo de oxigênio
(VO²).
Por ser executada numa superfície elástica é considerada uma atividade de baixo impacto podendo ser ainda mais reduzido conforme o domínio da técnica individual de flexão e extensão das pernas. Os grupos musculares mais beneficiados, como não poderia deixar de ser são os das pernas e do bum bum.
Além dessas vantagens podemos citar o desenvolvimento da coordenação motora e a descontração como importantes principalmente para quem pratica esportes cíclicos ou com características de movimentos repetitivos como por exemplo a corrida rústica. Nos dias de treinamentos leves ou em períodos de transição o Jump Fit é uma ótima opção disponível em academia. Algumas oferecem aulas com outros nomes, mas com o mesmo fundamento, tais como as do sistema Body Systems (Body Jump). De qualquer forma todas foram criadas com metodologia a fim de evitar que a atividade fosse praticada sem qualquer critério e sem controle. A prática popular em 1975, a partir de um protótipo criado em 1938 chamado de mini-trampolim, começou nos EUA, Filipinas e Hong-Kong e a origem é o trampolim acrobático dos idos 1911.
Embora seja usado o mesmo grupo muscular do ato de correr, a solicitação motora é diferente promovendo mais resistência nos músculos de quem corre. A força resistente, descrita por (Harre, 1976) como a capacidade de resistir à fadiga do organismo, é bem treinada na aula e adequada a qualquer adepto a esporte de longa duração.
Claro, embora simples quem se candidata a uma aula de Jump Fit deve, antes de começar, conversar com o professor sobre seus objetivos e atividade principal que pratica para receber as devidas orientações sobre a intensidade a ser usada. O ideal ainda é fazer uma avaliação funcional, serviço também oferecido pelas academias onde serão detectados, entre outros fatores, os desvios posturais e possíveis desarmonias nas cadeias musculares. Não é recomendável à pessoas com labirintite, instabilidade nos tornozelos e joelhos e às grávidas a prática dessa interessante atividade.
Dez Regras para melhor aproveitamento das aulas de Jump Fit.
1) Siga orientações de profissionais habilitados pelo CONFEF (Conselho Regional de Educação Física). Habilitados possuem o número de registro sendo uma obrigação apresentar quando solicitado e um direito do cliente pedir. 2) Comece devagar se ambientando com o equipamento. É normal logo no início achar que vai cair fora do trampolim. Depois, a intimidade vem normalmente. 3) Respeite as distancias de segurança entre os trampolins, das paredes ou objetos que é de mais ou menos 2 metros, não pise nas bordas, verifique se os pés dos equipamentos estão firmes ou se não tem alguma mola solta. 4) Use vestuário adequado incluído tênis ou sapatilhas confortáveis. 5) Mantenha sua garrafinha de água ou hidratante por perto. 6) Respeite o seu limite de performance sem tentar acompanhar outros alunos mais avançados ou acostumados. 7) Embora o programa da aula inclua aquecimento, atividade fim, propriamente dito, e volta à calma, se achar necessário faça mais alongamentos antes e depois. 8) O equipamento é individual e não projetado para duplas. Portanto nada de invenções para aparecer. 9) Preocupe-se com a execução e postura correta pisando sempre no centro da lona. 10) Tenha bom senso, disciplina e,
divirta-se.
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